E se ganhasses um jantar delicioso no Hotel Rural Quinta do Marco?

Sonhar com umas férias em plena harmonia com a natureza, longe do rebuliço das cidades, faz parte da fantasia de qualquer um de nós. No Hotel Rural Quinta do Marco, no coração da serra algarvia, encontramos o conforto, a tranquilidade e a qualidade de um serviço excecional, que nos fazem acreditar estarmos mesmo a viver um sonho.

Localizado em Santa Catarina da Fonte do Bispo, no concelho de Tavira, este belo hotel de quatro estrelas sobranceiro ao oceano atlântico, está aninhado nas colinas verdejantes do sotavento, num convite privilegiado ao bem-estar físico e mental. Atividades ecológicas e desportivas fazem parte das experiências oferecidas aos hóspedes, que encontram aqui o espaço ideal para repousar e retemperar energias.

Aqui tudo nos faz sentir bem. Desde o conforto dos quartos climatizados, onde despertamos para um amanhecer radioso ao som do canto melodioso dos pássaros, passando pelo ambiente acolhedor do Spa, às temperaturas amenas das piscinas, ao sossego do jardim mediterrânico e ao cenário deslumbrante que se avista do restaurante panorâmico, tudo está pensado para nos proporcionar umas férias inesquecíveis.

Quinta do Marco1Pois bem, desta vez não propomos umas férias, mas um delicioso jantar para duas pessoas. A pensar na felicidade dos leitores, o Mal Dito Algarve e o Hotel Rural Quinta do Marco decidiram proporcionar-lhes momentos de pleno prazer no restaurante panorâmico do empreendimento onde, para além de uma excelente refeição inspirada na cozinha tradicional, irão com certeza aproveitar a magnífica beleza das paisagens serranas.

Para participarem neste passatempo e se habilitarem à oferta de um jantar memorável, os leitores só têm de fazer três coisas simples:

– Seguir (fazer gosto) a página de Facebook do Hotel Quinta do Marco

– Seguir (fazer gosto) a página de Facebook do Blog Mal Dito Algarve

– Preencherem, até ao dia 9 de outubro (2ª-feira), o formulário publicado abaixo. Atenção que só é válida uma inscrição por e-mail. Os vencedores serão selecionados aleatoriamente através do RANDOM ORG e posteriormente contactos. Participem, divirtam-se e boa sorte!

*artigo em parceria com o Hotel Rural Quinta do Marco

Quem semeia ventos…colhe frescura numa rua de Loulé  

Há dias assim. No espaço de uma hora mudamos de decisão…umas quantas vezes.

Aconteceu-me em Loulé, onde fui propositadamente para saborear umas tapas no bar Colheita Fresca, depois de andar algum tempo a espreitar as fotos apetitosas na página do Facebook. À chegada gostei do espaço, gostei do atendimento e do rosto simpático de quem me levou a escolher mesa e trouxe a tábua mista decorada com uns apontamentos coradinhos, próprios dos tomates cherry. Sempre com um sorriso disponível!

A primeira mudança de decisão ignorou no entanto a simpatia do senhor Vieira. A lista das tapas desiludiu-me por não oferecer nada de extraordinário. Quando queremos ser surpreendidos acontece-nos isto. Ainda pensei que o problema não era do menu nem de quem o elaborou, mas inteiramente meu, por criar expetativas de ter o que ninguém me prometera. Sem grande ânimo optei pela tábua mista e uma salada de polvo e não fiquei nada mal porque, por essa altura, o pão caseiro e as azeitonas deliciosas já me tinham espevitado o apetite. Os enchidos e o queijo eram bons, o polvo estava macio e bem temperado, mas mesmo assim decidi não escrever nada porque teimei na ideia de querer viver a famosa experiência de uma explosão de sabores e coisas do género, que nos prometem muitas vezes quando a matéria é gastronomia.

Colheita Fresca

 

 

Colheita Fresca 1

À perguntam “se gostei?” enquanto pagava, não me contive e pedi licença para fazer uma ligeira sugestão: uma pequena mudança nas tapas, mais elaboradas, enfim… E recebi de troco a resposta: “Ainda hoje falei com a minha esposa e decidimos mudar o menu para petisquinhos mais propícios ao inverno”. E é aqui que o senhor Vieira e o seu sotaque nortenho me conquistam o coração. Sem dar por isso, ouço-lhe a estória que fez nascer o Colheita Fresca. Um projeto que nasceu à sorte quando, ainda em Inglaterra onde esteve emigrado mais de uma década, o senhor Vieira e a mulher apontaram, praticamente às cegas, o dedo ao anúncio de um bar para alugar e decidiram: “Vamos para aqui!”Colheita Fresca 5

Desprezando os detalhes do negócio, só em solo algarvio descobriram ser este um espaço de pouca fama e cheio de móveis quebradiços. Mas quem se especializou na aventura de emigrar desde curta idade não costuma dar-se por vencido e é assim que este homem do norte com um sorriso fácil, transformou uma velha discoteca num bar de tapas muito agradável, que vai buscar ao mercado ali próximo a frescura dos produtos genuínos para transformar a rua Dr. Joaquim Nunes Saraiva num lugar onde nos sentimos bem.

E esta foi a última vez que mudei a minha decisão. Afinal sempre escreveria… Não sobre as óbvias propostas gastronómicas, mas sobre o encanto que nos desperta quem se faz à vida sem medo para criar projetos válidos como o Colheita Fresca. Não sei se haverá uma próxima vez, mas fiquei curiosa sobre o novo menu e a francesinha que garantem ser excecional.

Outra coisa: normalmente informo os protagonistas das minhas estórias quando vou escrever sobre eles e publico-lhes a foto. Desta vez decidi não fazê-lo porque me apetece quebrar as regras e deixar isto ao sabor do destino. Como fez o senhor Vieira. Pode ser que dê sorte! Sem expetativas…!

Entre ilhas e falésias o que eu quero é o Algarve

Aposto que não há no mundo outra região que, em menos de cinco mil quilómetros quadrados, consiga suportar tantas coisas belas assim: uma costa arrebatadora, a serra carregada de verde, cidades com um tremendo peso histórico, aldeias que se preferem sempre sossegadas e um sol que incendeia isto tudo com uma luz inigualável.

Falar de todos estes tesouros de uma vez só não cabe aqui. Por isso, e porque é verão, fiquemos pela zona do litoral e pela sua extravagância de se arquitetar em dois planos tão sublimes: num lado, as nossas românticas ilhas mergulhadas neste mimo da natureza que é a Ria Formosa e, no outro, as majestosas falésias que parecem querer reinar no resto da terra. Se tivéssemos de inventar uma região tão pequenina como esta, nunca nos lembraríamos de juntar duas virtudes tão grandiosas. Mas é o que temos….

E se tivesse de escolher hoje qual dos dois lados do Algarve gosto mais, afundava-me num sério dilema. Por isso, não será hoje!

Ria FormosaPara aqueles dias em que a única coisa boa da vida é virarmos costas a tudo para descansar o espírito e o corpo, adivinha-se o destino certo: o Sotavento. Ele é feito de praias lisas, aguinha morna, brisas carinhosas e esta corrente salgada que sai do mar para se balançar de mansinho entre as ilhas até chegar a terra. Ninguém tem uma ria como esta e só esta podia ser formosa.

Depois temos aqueles dias em que só nos apetece deixar que o coração se agite e corremos ao encontro do vento, porque nenhuma outra coisa nos satisfaz mais do que fazer parte da energia que anda sempre solta de Sagres para cá. O oeste é ao mesmo tempo bravio e terno, porque as suas ondas furiosas constroem castelos de rocha e areia onde nos reconciliamos com a sina de viver aqui. O Barlavento é soberbo.

Mesmo à noite, quando já as sombras nos escondem o azul do mar, quando o sol deixa cordialmente entrar a lua e o mundo parece estar em paz, o litoral do Algarve é único. Sabe a-mar.

Quatro razões para ir à praia

Serão mais saudáveis as pessoas que vivem junto ao mar? A ciência garante que sim! Seguindo à risca esta premissa mundial, podemos concluir sem risco de dar lugar à insolência que nós, os algarvios verdadeiros e os ‘emprestados’, andamos todos de corpo e alma em forma.

Saber isto já seria suficiente para sustentarmos o mais pobre que fosse dos argumentos para justificarmos o vício de ir à praia. Faça verão ou inverno. Mas como às vezes gostamos de saber o porquê das coisas, podemos acrescentar um pouco de sabedoria à nossa vidinha maravilhosa passada aqui na orla do oceano.

Os benefícios da praia para a nossa saúde são inúmeros, mas quatro deles chegam para nos empurrarem para as ondas do mar o mais depressa possível. Por palavras simples, aqui fica a explicação do que acontece quando estamos em qualquer um dos dourados areais do Algarve:

1-As ondas do mar produzem íons negativos que aceleram a capacidade do nosso corpo para absorver oxigénio e estabilizar os níveis de serotonina (aquele hormónio fundamental para andarmos mais contentes). Só por isto já valia a pena…!Benefícios da praia

2– Os murmúrios do mar ativam uma parte do nosso cérebro, o córtex pré-frontal, onde estão ‘alojadas’ as nossas emoções. Daí sentirmos que o mundo nos saiu de cima dos ombros quando chegamos à praia. Porque somos invadidos por uma sensação de paz e de relaxamento, propícios à reflexão. Será por isso que vamos passear junto às ondas quando queremos pensar num assunto importante?

3– O som cadenciado do mar, mesmo quando está agitado, é um calmante natural e tem ainda um outro efeito positivo na nossa saúde física e mental: baixa os níveis de cortisol (mais um hormónio), responsável por despoletar doenças associadas ao stress. Assim sendo, funciona como uma excelente terapia de prevenção.

4– A imagem que o oceano nos oferece também contribui para o nosso bem-estar, proporcionando-nos uma sensação de segurança. Os neurocientistas explicam que este fenómeno ocorre porque os seres humanos gostam de ambientes estáveis e previsíveis. Ora bem, chegados aqui não vamos pensar em coisas ruins, do género tsunamis ou tubarões martelo (que não fazem mal a ninguém)…Vamos mas é mergulhar de olhos abertos e deixar que se roa de inveja quem não teve este privilégio de nascer junto ao MAR! E há coisa melhor?

Jantar no centro histórico de Faro é como ficar em casa

É como se decidíssemos jantar no lugar mais acolhedor da casa. Quando escolhemos qualquer um dos restaurantes aninhados entre as muralhas do centro histórico de Faro, a sensação de conforto senta-se ao nosso lado.

E não é apenas pelos ambientes servidos na meia dúzia de restaurantes simpáticos que decoram a Praça D. Afonso III e as outras ruas de calçada onde se guardam longos séculos de muitas vidas. É particularmente pela envolvência desta zona urbana que, durante tanto tempo, ignorou o seu próprio valor patrimonial e histórico.

Se hoje é um dos mais interessantes cartões-de-visita da cidade, deve-se muito especialmente aos investimentos feitos pela restauração, numa tentativa de angariar atrativos para uma capital de distrito que andou tão carente de orgulho.

As ementas elaboradas e o cuidado na sua apresentação fazem a grande diferença neste romântico cantinho de Faro, onde grande parte dos restaurantes prima pela qualidade e uma cozinha inovadora, sempre condimentada com as ricas tradições gastronómicas da região e do País.

É certo que os turistas são os principais ‘clientes’ do centro histórico, mas já são muitos os habitantes de Faro que começaram a participar em momentos de tertúlia, a aventurar-se pela vila adentro e a passearem-se na cidade velha, onde fazem gosto de saborear umas tapas e visitar o castelo. E por aí afora…

A verdade é que no fim de uma boa refeição, percebemos que, neste lugar com tanto tempo, quando aqui estamos esquecemo-nos dele… do tempo. É preciso que alguém nos ponha na rua para nos lembrarmos de sair. E já a noite pode ir longa…

Foto de TusDestinos

Caminhar no Ludo: a moda que se tornou viral

Tornou-se moda e é uma moda boa. Caminhar faz bem à saúde, porque melhora as funções do corpo e estabiliza as nossas emoções. E que melhor lugar do que o Algarve para pormos em marcha esta simpática atividade, que ainda por cima nos permite descobrir os mais belos recantos escondidos na natureza?

Percursos organizados ou mais espontâneos vão proliferando um pouco por toda a região. Para ilustrar esta nova tendência para um estilo de vida mais saudável e ativo, escolhi um dos mais emblemáticos. Aquele que já se tornou num caso viral na capital algarvia: as caminhadas no Ludo.

LUDO 2_1De manhã muito cedinho até aos momentos em que o pôr-do-sol nos oferece fantásticos cenários sobre a Ria Formosa, é um corrupio de gente de todas as idades e formas. À parte ter-se tornado numa espécie de passarela para muitos aficionados das marcas conceituadas exibirem os últimos modelitos vocacionados para este novo universo desportivo, os percursos no Ludo concorrem com forte vantagem sobre os restantes.

A beleza das paisagens que rodeiam os diversos trilhos é o que mais impressiona, sobretudo onde as águas da ria nos trazem aquela sensação de apaziguamento que todos esperam encontrar aqui.LUDO 4_1

Classificada como uma das 7 Maravilhas de Portugal, este pedacinho de terra desdobra-se em múltiplos encantos naturais. Com uma flora sui generis e uma fauna que só peca pela diversidade e faz dele um dos locais privilegiados para os amantes de birdwatching, esta zona protegida ali na fronteira entre Faro e Loulé é, sem dúvida, o melhor lugar do mundo para caminhar a respirar ar puro.

Convencid@? Então mexa-se, vá experimentar mas não se esqueça do essencial: respeite a natureza!

*Fotos de Paula Cavaco

 

Ai se esta praia fosse minha…

Poderá haver outras menos selvagens. Há certamente outras mais atraentes, provavelmente esculpidas pelas mãos da natureza num dia de profunda iluminação. Até sei que há muitas onde o mar é como um espelho limpo, as dunas são macias como nuvens e a tranquilidade é tanta que nos incomoda em dias de menor ebriedade emocional.

O que eu não gosto é de nenhuma mais do que desta.

Eu sei que ela tem filas intermináveis de manhã até à noitinha, antes e depois da ponte, que é impossível lá chegar e de lá sair sem que nos suba o sangue à cabeça, sei que é difícil andar sem pisar alguém às vezes de propósito e que os automóveis têm prioridade até nos passeios.

É sabido que temos mais mil praias, todas muito melhores do que esta, mas por uma razão qualquer que ninguém percebe, há uns milhares de obstinados que não a trocam por nada e menos ainda por outras dotadas de cenários fulgurantes à beira-mar, que é o que mais temos de sobra por cá.

Comer um pastel de bacalhau aqui é escandalosamente caro, beber água engarrafada é um luxo interdito a quase todos e trabalhar para o bronze como qualquer pessoa civilizada é idílio só alimentado por caloiros na arte de veranear.

Ao mesmo tempo disto tudo, ela acolhe a ria num recorte com uma beleza absolutamente sobrenatural, deita um cheiro estonteante a maresia na baixa-mar, tem surfistas aloirados e pescadores a sério que moram mesmo lá, tem o pôr-do-sol sempre em cima do mar, uma barrinha versátil que gosta de mudar de lugar e o único resort privado do mundo com nome de parque de campismo que parece não incomodar ninguém, especialmente aos políticos com medo de lá entrar.

É vergonhosa esta praia. O meu vício mais embaraçoso. Mas há lá outro lugar assim, onde o verão nos devolva a infância? Ah, praia de Faro…

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A mais cara das belas praias que nos encantam no Sotavento algarvio

Não têm falésias por isso não favorecem por aí além engenhosos enquadramentos fotográficos, mas as praias do Sotavento não deixam nada a desejar quando comparadas com as do outro lado do Algarve.

As águas mais mornas, as ondas quase sempre menos tempestivas, os areais planos que se perdem de vista e aquele eterno abraço que promovem entre o oceano e a Ria Formosa, dão-nos uma sensação de afago que não encontramos em mais sítio nenhum. Talvez pela atmosfera que nos chega no assobio dos ventos nascidos nos desertos ondulantes, logo ali no norte de África, não sei. Sei que, de Loulé a Vila Real de Santo António, as praias são mais lânguidas, mais doces e chamam-nos para momentos de verdadeira comunhão com tudo o que é natureza.

Passear junto ao mar, ficar de costas nas dunas a olhar para o céu, esperar que o sol se deite silencioso no horizonte, enfim, há tanta poesia para fazer nestes longos quilómetros de costa que apetece ter verão o ano inteiro.

Não tenho espaço para falar de todas, por isso escolho a que fica quase no extremo da zona este, para ilustrar um breve postalzinho deste lado do paraíso: Manta Rota.

Escolho-a também porque, segundo o maior motor de busca e comparador de preços de hotéis do mundo (Trivago), esta nossa praia algarvia foi das mais procuradas nos últimos dois anos, pelos turistas que escolhem destinos nacionais à beira-mar. Entrou aliás para o TOP 10 das praias emergentes em Portugal, durante este ano. Mesmo sabendo-se que, acredite-se ou não, esta também é, segundo um estudo divulgado pela agência de viagens online Travel Bird, a segunda praia portuguesa mais cara entre as mais caras do planeta.

Cara? Só se for porque é uma das que mais nos custam a esquecer…

De pés descalços sobre a areia macia, quem é que quer saber de outra coisa que não seja mergulhar no sonho de viver para sempre junto a este imenso mar azul?!

Quando puderes, vem!

Sabores à solta na ‘baixa’ de Faro

Quem não anda por Faro, desconhece as coisas boas que andam a acontecer por aqui.

De uma ‘baixa’ quase despovoada especialmente ao fim de semana, as ruas abençoadas pela proximidade à bonita doca de recreio passaram a centro de intensa animação, para fazerem desta uma cidade de eleição por variadíssimas razões. Uma delas é a gastronomia, apostada em acompanhar os gostos e as tendências de uma vida mais moderna.

A capital do Algarve está cada vez mais cosmopolita e começa a mostrar ambições num setor que nos abre sempre o apetite. Do dia para a noite têm surgido vários e simpáticos spots para comer e brindar a esta nova energia urbana. Alguns, sem medo, instalados em ruas e casas recuperadas a um passado menos recomendável.

A rua Conselheiro Bívar e a Avenida da República estão entre as que rivalizam este verão no que toca à multiplicidade de experiências à mesa. Mas são vários e diferentes os ambientes da ‘baixa’ onde apetece almoçar e jantar, ou ficar à conversa enquanto petiscamos sabores muito portugueses acompanhados por um bom copo, antes de o dia acabar. Os espaços personalizados que abriram sobretudo nos últimos dois anos só nos provocam um problema: qual deles escolher? Falar de todos, um por um, é exercício para muitos dias, mas tempo não nos falta para celebrar as coisas boas da vida.

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Faro está diferente e isso nota-se também em quem cá vive. Os farenses regressaram à baixa e são os primeiros a ocupar lugar para provar as novidades na imensa variedade de tapinhas tradicionais, matar saudades da nossa comida regional e conhecer as cozinhas de fusão ou de autor, quase sempre temperadas com muita criatividade e alguns apontamentos gourmet.

Todos juntos vão fazendo desta uma cidade com uma dinâmica muito prometedora. Haja vontades (entre elas a política) e também iniciativa (sobretudo empresarial) e um dia destes temos uma capital capaz de competir a uma escala maiorzinha.

Despidos na praia: sim ou não!?

A quem anda vestido de preconceitos ou timidez desaconselha-se a ida a algumas praias do Algarve. Não sendo oficialmente vocacionados para o nudismo, muitos areais tornaram-se tradição para os naturistas e outros tantos começam a ser cada vez mais reclamados pelos adeptos desta prática permitida por lei.

São oito no País as praias oficialmente autorizadas para o nudismo. Estranho seria que, destas, pelo menos três não fossem algarvias: Ilha de Tavira (Tavira), Adegas (Aljezur) e Deserta (Faro). Mas há outras tidas como ‘toleradas’ por beneficiarem de características excecionais, como o isolamento e o acesso mais difícil, que resguardam a nudez e preservam em simultâneo quem não combina o amor pela praia com este estilo de vida.

Atenta a eventuais constrangimentos para ambas as partes, a Federação Portuguesa de Naturismo recomenda mais oito zonas balneares no Algarve onde é possível tirar a roupa sem riscos de maior. Cinco escondem-se nos belos recantos da Costa Vicentina: Bordeira (na zona da Carrapateira), Cabanas Velhas, Furnas e Zavial (Vila do Bispo) e Beliche (Sagres). Mais para Sul, as praias dos Pinheiros (Lagos), da Armona (Olhão) e das Quatro Águas (Tavira), entram na lista das tais ‘transigentes’.

Nudismo 3Curiosamente nenhuma delas é, por exemplo, a da Meia Praia, onde os nudistas se misturam sem problemas aos ‘outros’ turistas que já a frequentam também por tradição. E não é caso único numa região onde a tolerância é tão abundante como o sol, o mar e as dunas extensas que chegam para todos.

Que não restem é dúvidas quanto à legalidade de nos despirmos em local próprio. O nudismo é permitido em Portugal desde 1988 por uma lei refrescada em 2010 para pôr um ponto final à discussão: “O naturismo é um conjunto de práticas de vida ao ar livre em que é utilizado o nudismo como forma de desenvolvimento da saúde física e mental dos cidadãos, através da sua plena integração na natureza”.

Bons mergulhos saudáveis! Ao natural ou não…