Cães do Algarve querem brincar em segurança

A pedido da Súrya hoje venho falar sobre os nossos amigos de quatro patas. Para reclamar da falta de vontade e de responsabilidade política na maioria das nossas cidades em relação ao bem-estar animal.

Deixando de lado a questão dos hospitais públicos, que será tema para uma próxima oportunidade, debruço-me hoje sobre a falta de espaços dedicados aos nossos companheiros para poderem brincar, correr e socializar em segurança.

E parece que o investimento não é assim tão grande a ter em conta a arrojada decisão da Câmara Municipal de Olhão, que lançou o primeiro Parque Canino (Dog Park) do Algarve. O projeto custou 69 mil euros e foi feito a pensar no futuro: a realização de campanhas de adoção, sempre bem-vindas face ao elevado número de patudos a precisarem de uma família a sério.

Era bom que os outros 15 municípios do Algarve seguissem este exemplo, já que espaços onde os nossos animais possam brincar em liberdade, sem incomodar terceiros e sem riscos para eles próprios, são raros e os que existem resultam normalmente da iniciativa privada.

Para mim esta não é uma questão de somenos importância. Os cães existem, pagam registo e licenciamento para cá estarem e por isso merecem usufruir dos seus direitos. Contemplados na lei, não esqueçamos.

Comecei este artigo a falar da Súrya. Primeiro: é a minha cadela. Segundo: foi a seu pedido sim, porque sobretudo nesta altura do ano, todos os espaços (im)prováveis como as praias, estão interditos. Acreditem ou não, ela anda triste e a reclamar pela falta de exercício em condições de segurança.

Quem tem culpa de gostar de animais?