A nossa Feira já voltou à cidade

A Feira de Faro toca-nos a todos. Não há farense, nascido ou não por cá, que não sinta este assalto de emoções que se cruzam um pouco entre a ternura e a nostalgia, quando o Largo de São Francisco é invadido por uma parafernália colorida e muito ruidosa para se fazer ouvir na cidade inteira.

Bem sei que estamos todos forçados à evolução e, mais dia, menos dia, a Feira de Faro tinha de vir a ser o que é hoje. A diversão a par de um ombreado de barracas sem personalidade nenhuma, mas muito obedientes a impiedosos critérios de segurança. Não é condenável, mas é uma chatice. Não para as gerações mais novas, porque essas já não vão a tempo de guardar da nossa feira uma imagem carregada do mesmo romantismo que nos faz, a nós, falar dela com a voz um bocadinho embargada. Para quem ansiava pela chegada do mês de outubro e não se importava de enterrar os pés na lama antes de saltar para o carrossel, ou entrar num circo literalmente a rebentar pelas costuras, a questão é muito séria…

Feira 5Todos os anos vou à Feira de Santa Iria. E apesar de não ser nada saudosista, cedo sempre à insistência de umas quantas recordações que gostam de me fazer companhia logo à entrada das ruas estreitinhas, onde antigamente começávamos a encontrar as mulheres do campo a vender nozes e figos torrados em sacos de serapilheira desordenados pelo chão. Onde já nos sentíamos empurrados para a frente pela voz roufenha do leiloeiro de mantas que nos enchia os ouvidos e de uma grande vontade de ter uma assim peludinha a aquecer-nos o inverno. Porque nessa altura fazia frio e chovia durante a feira. E comprava-se ioiôs de serradura que ninguém suspeitava serem armas perigosas mascaradas de brinquedo. E o algodão doce, que era feito de uma doçura natural e tinha um tamanho maior do que a nossa cabeça, deixava-nos os lábios pintados a cor-de-rosa. E também havia multidões descoordenadas à porta dos circos e nas pistas dos carros de choque, porque ninguém sabia o que era uma fila e a educação era uma coisa espontânea. A feira era feia mas deslumbrava-nos tanto, que por nós estávamos lá todos os dias.Feira

Se gostava que a Feira ainda fosse o que era? Não! Mas só porque agora, sou eu que limpo os meus sapatos.

Hoje é o primeiro dia da Feira de Santa Iria e antes que acabe vou lá fazer o que sempre fiz: comprar um saquinho de torrão de Alicante e mordê-lo devagarinho, enquanto volto para casa a disfarçar o outro sabor -o desta parvinha saudade. Isso, ninguém me tira! E a chuva também há-de voltar…!

O apelo da água doce e como fugir à invasão das praias algarvias

Tenho um fetiche inexplicável por lagoas de água doce rodeadas por muros de árvores. De onde só se vê o céu e um horizonte de arbustos rasteiros com cheiro a mato. Sem desprezo pelo mar que é o primeiro e grande amor da minha vida, confesso este fraquinho, que me vem mesmo a calhar sobretudo numa altura em que o Algarve rompe pelas costuras e chegar às praias representa tudo menos descanso e sossego.

Garanto que não quero influenciar ninguém, mas não trocava por nada deste mundo um certo dia deste mês de agosto que passei dentro de uma água brilhante como um espelho, ao som das incansáveis cigarras que parecem cantar ao ritmo do nosso coração quando fechamos os olhos e nos deixamos engolir pela corrente.

Para chegar às barragens algarvias e descobrir um acesso às lagoas requer paciência, persistência e um grande desejo de ficar a sós com a vida, mas vale a pena. À falta de lagoas naturais e sem os artifícios do litoral, estas reservas de água não são apenas oásis no interior do Algarve já por si feito de uma beleza admirável. São também uma ideia muito refrescante para um dia de verão sem a companhia de outras pessoas que não sejam aquelas a quem convidei para passar férias comigo.

E isto tudo sem qualquer pingo de raiva contra quem goza sofregamente umas paupérrimas semanas no nosso idílico Algarve. Não sou contra o turismo nem contra os turistas, reconheço-lhes a importância para a nossa economia e segurança e como não sou egoísta não me importo nada de partilhar com milhares de gentes as praias, os restaurantes, as ruas e os momentos do nosso maravilhoso verão.

Eles que venham e aproveitem. Eu estou em estado zen…! E já agora não me censurem por promover mais um paraíso na terra com receio de virem os outros e estragarem tudo. Este tipo de paixão não é para todos!

 

Entre ilhas e falésias o que eu quero é o Algarve

Aposto que não há no mundo outra região que, em menos de cinco mil quilómetros quadrados, consiga suportar tantas coisas belas assim: uma costa arrebatadora, a serra carregada de verde, cidades com um tremendo peso histórico, aldeias que se preferem sempre sossegadas e um sol que incendeia isto tudo com uma luz inigualável.

Falar de todos estes tesouros de uma vez só não cabe aqui. Por isso, e porque é verão, fiquemos pela zona do litoral e pela sua extravagância de se arquitetar em dois planos tão sublimes: num lado, as nossas românticas ilhas mergulhadas neste mimo da natureza que é a Ria Formosa e, no outro, as majestosas falésias que parecem querer reinar no resto da terra. Se tivéssemos de inventar uma região tão pequenina como esta, nunca nos lembraríamos de juntar duas virtudes tão grandiosas. Mas é o que temos….

E se tivesse de escolher hoje qual dos dois lados do Algarve gosto mais, afundava-me num sério dilema. Por isso, não será hoje!

Ria FormosaPara aqueles dias em que a única coisa boa da vida é virarmos costas a tudo para descansar o espírito e o corpo, adivinha-se o destino certo: o Sotavento. Ele é feito de praias lisas, aguinha morna, brisas carinhosas e esta corrente salgada que sai do mar para se balançar de mansinho entre as ilhas até chegar a terra. Ninguém tem uma ria como esta e só esta podia ser formosa.

Depois temos aqueles dias em que só nos apetece deixar que o coração se agite e corremos ao encontro do vento, porque nenhuma outra coisa nos satisfaz mais do que fazer parte da energia que anda sempre solta de Sagres para cá. O oeste é ao mesmo tempo bravio e terno, porque as suas ondas furiosas constroem castelos de rocha e areia onde nos reconciliamos com a sina de viver aqui. O Barlavento é soberbo.

Mesmo à noite, quando já as sombras nos escondem o azul do mar, quando o sol deixa cordialmente entrar a lua e o mundo parece estar em paz, o litoral do Algarve é único. Sabe a-mar.

Pedalar também serve para conhecer o Algarve inteiro

Conhecer o Algarve de uma ponta à outra é um sonho concretizável…de bicicleta. Assim à primeira vista a ideia pode parecer arrojada, mas a verdade é que já anda por aí muita gente a desbravar estradas, caminhos e trilhos entre o litoral e a serra, em cima de duas rodas.

Dizem os peritos na modalidade que esta é a melhor opção para usufruir das nossas imensas belezas naturais, conhecer caminhos e povoados antigos e chegar aos mais intrépidos lugares da região, onde raros são os que tiveram a oportunidade de pisar.

Para dar uma ajuda a quem quer levar isto a sério, a Região de Turismo do Algarve até lançou um guia de percursos cicláveis. A edição, feita em parceria com a Federação Portuguesa de Ciclismo, abrange os 16 concelhos algarvios e apresenta os passeios organizados em três zonas: este, central e oeste.

O que vem mesmo a calhar é os percursos serem apresentados por níveis de dificuldade para que todos possam participar sem ficar para trás. Entre o mais fácil e o mais exigente, pode escolher o seu percurso preferido consultando os detalhes através do QR Code (código de barras bidimensional) disponível para cada um dos trajetos, ao qual é possível aceder a partir de um dispositivo móvel.

Alguns percursos são tão acessíveis que podem ser utilizados em família. Outros, requerem experiência e uma excelente condição física. Mas todos nos abrem caminho a momentos de profundo deslumbramento. A Reserva Natural do Sapal de Castro Marim, a romântica aldeia de Cacela Velha, a Costa Vicentina, a Ria Formosa, Vilamoura, as refrescantes barragens do interior e os picos mais altos da região como a Fóia, são apenas alguns dos muitos apontamentos que pode ir registando nesta  aventura pelo Algarve inteiro… em duas rodas.

Distribuído gratuitamente o Guia dos Percursos de Ciclismo de Estrada está disponível no Portal do Turismo do Algarve em versão PDF. Agora já não tem desculpas! Percursos Cicláveis

http://www.visitalgarve.pt/pressroom.file.php?fileID=234&file=algarvepercursosciclismo_pt_v.web_5maio2017.pdf

Onde é que eu tinha a cabeça para ir ao campo?

Eu sei que esta mania de ir para o campo em tempo de verão não cabe na cabeça de ninguém. Mas ele há coisas… Apesar de cedermos ao fascínio da praia como refresco mais próprio para pele e espírito num dia escaldante, a verdade é esta: há sempre lugar a um capítulo menos feliz na vida de qualquer um. Eu disse infeliz?

Oh, não! Estamos a meio da semana, aceitem por favor o bom humor… Porque entrar neste templo da natureza leva-nos a tudo menos à tristeza, provoca-nos tudo menos arrependimento e proporciona-nos tudo aquilo que jamais encontraremos à beira-mar. A Fonte da Benémola é dos locais mais encantadores do Algarve.

Para aproveitar ao máximo este verdadeiro monumento natural, faça-se ao caminho pelo percurso pedestre apresentado à entrada da área protegida, que abrange 390 hectares de envolvente beleza.

São 1500 metros a andar para viver um dia magnífico sob o ‘risco’ de travar conhecimento com bichinhos tão raros e amorosos como a lontra, o animal mais emblemático da Fonte da Benémola, verdadeiro santuário para inúmeras outras espécies exclusivas do barrocal algarvio.

 Aproveite o perfume do alecrim, do tomilho, do zimbro, do rosmaninho e das estevas mas resista à tentação de colher alguma das lindíssimas flores que vão ornamentando o seu passeio. A flora aqui também é única e por isso mesmo merece ser preservada. E amada! image

Se tiver de usar algum dos recursos oferecidos pelo local, escolha a água fresca da ribeira da Menalva, que atravessa uma paisagem a pulsar de vida selvagem para fazer deste sítio qualificado no concelho de Loulé, um dos mais ricos do País em matéria de ecossistemas geológico e paisagístico. Relaxe junto às lavadas ou aos açudes, os pontos mais refrescantes para um dia de calor.

Com fome e sede? Então suba à aldeia de Querença e respire a tranquilidade que nos recebe no Largo da Igreja. Mas não se esqueça: é aqui que podemos perder um bocadinho o juízo se resolvermos gozar a cozinha tradicional… Galinha cerejada, xarém, licores, mel…Eu avisei!

Caminhar no Ludo: a moda que se tornou viral

Tornou-se moda e é uma moda boa. Caminhar faz bem à saúde, porque melhora as funções do corpo e estabiliza as nossas emoções. E que melhor lugar do que o Algarve para pormos em marcha esta simpática atividade, que ainda por cima nos permite descobrir os mais belos recantos escondidos na natureza?

Percursos organizados ou mais espontâneos vão proliferando um pouco por toda a região. Para ilustrar esta nova tendência para um estilo de vida mais saudável e ativo, escolhi um dos mais emblemáticos. Aquele que já se tornou num caso viral na capital algarvia: as caminhadas no Ludo.

LUDO 2_1De manhã muito cedinho até aos momentos em que o pôr-do-sol nos oferece fantásticos cenários sobre a Ria Formosa, é um corrupio de gente de todas as idades e formas. À parte ter-se tornado numa espécie de passarela para muitos aficionados das marcas conceituadas exibirem os últimos modelitos vocacionados para este novo universo desportivo, os percursos no Ludo concorrem com forte vantagem sobre os restantes.

A beleza das paisagens que rodeiam os diversos trilhos é o que mais impressiona, sobretudo onde as águas da ria nos trazem aquela sensação de apaziguamento que todos esperam encontrar aqui.LUDO 4_1

Classificada como uma das 7 Maravilhas de Portugal, este pedacinho de terra desdobra-se em múltiplos encantos naturais. Com uma flora sui generis e uma fauna que só peca pela diversidade e faz dele um dos locais privilegiados para os amantes de birdwatching, esta zona protegida ali na fronteira entre Faro e Loulé é, sem dúvida, o melhor lugar do mundo para caminhar a respirar ar puro.

Convencid@? Então mexa-se, vá experimentar mas não se esqueça do essencial: respeite a natureza!

*Fotos de Paula Cavaco

 

Ai se esta praia fosse minha…

Poderá haver outras menos selvagens. Há certamente outras mais atraentes, provavelmente esculpidas pelas mãos da natureza num dia de profunda iluminação. Até sei que há muitas onde o mar é como um espelho limpo, as dunas são macias como nuvens e a tranquilidade é tanta que nos incomoda em dias de menor ebriedade emocional.

O que eu não gosto é de nenhuma mais do que desta.

Eu sei que ela tem filas intermináveis de manhã até à noitinha, antes e depois da ponte, que é impossível lá chegar e de lá sair sem que nos suba o sangue à cabeça, sei que é difícil andar sem pisar alguém às vezes de propósito e que os automóveis têm prioridade até nos passeios.

É sabido que temos mais mil praias, todas muito melhores do que esta, mas por uma razão qualquer que ninguém percebe, há uns milhares de obstinados que não a trocam por nada e menos ainda por outras dotadas de cenários fulgurantes à beira-mar, que é o que mais temos de sobra por cá.

Comer um pastel de bacalhau aqui é escandalosamente caro, beber água engarrafada é um luxo interdito a quase todos e trabalhar para o bronze como qualquer pessoa civilizada é idílio só alimentado por caloiros na arte de veranear.

Ao mesmo tempo disto tudo, ela acolhe a ria num recorte com uma beleza absolutamente sobrenatural, deita um cheiro estonteante a maresia na baixa-mar, tem surfistas aloirados e pescadores a sério que moram mesmo lá, tem o pôr-do-sol sempre em cima do mar, uma barrinha versátil que gosta de mudar de lugar e o único resort privado do mundo com nome de parque de campismo que parece não incomodar ninguém, especialmente aos políticos com medo de lá entrar.

É vergonhosa esta praia. O meu vício mais embaraçoso. Mas há lá outro lugar assim, onde o verão nos devolva a infância? Ah, praia de Faro…

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Por esse Alentejo afora ou só até ali à Zambujeira do Mar

Odeie-se o Alentejo! A fronteira que nos remete ad aeternum para este rodapé de terra que, embora belo e há muito mais tempo mais internacional do que qualquer outro pedaço do País, há-de continuar a pecar pelo isolamento nas agendas públicas.

Mas como odiar o Alentejo? Seja qual for a rota escolhida, mal passamos a linha que nos separa destas terras bucólicas, parece que entrámos num cenário encantado.

Desanuviar, para muitos algarvios, significa ir dar uma volta ao Alentejo. Junto à costa ou pelos caminhos cercados de planícies que se mudam constantemente do verde para o dourado, há de quase tudo para se fazer: relaxar, comer, visitar o património, conhecer a história e os bons vinhos e…gostar dos alentejanos.

Zambujeira do Mar é uma daquelas terras por onde às vezes, até sem querer, acabamos por lá chegar. Aqui tudo se agiganta: o mar, a terra e o céu que nos parece sempre mais perto visto das falésias. Talvez por isso é destino irrecusável nos passeios pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.Zambujeira

Zambujeira2Há sempre uma desculpa para ir a Zambujeira do Mar. Come-se coisas apetitosas, apanha-se com o fresco das ondas assim que chegamos ao largo da capela Nossa Senhora do Mar e, embora muito semelhante ao que se encontra no resto do mundo, o artesanato à venda nas lojinhas da rua central tem um misticismo que nunca compreenderei. Apetece-me trazê-lo todo para casa. E era capaz de almoçar e jantar várias vezes seguidas nos restaurantes distribuídos pela zona pedonal, que nos seduzem com ementas gulosas e decorações já muito apelativas. Alguns são abrigados por paredes de vidro, tornando o calor quase insuportável, mas nem por isso nos desmoralizam.

De Inverno esta terra de Odemira é um caso sério de beleza, que esconde verdadeiros paraísos em praias como as de Alteirinhos, Nossa Senhora, Arquinha e Tonel. No verão, que entra hoje, empresta-nos a ideia de estarmos a conviver numa espécie de extensão de Cascais. Goste-se ou nem por isso, mesmo nos meses quentes é divertido.

E daqui a um mês e 11 dias começa o Festival do Sudoeste. O ambiente transforma-se e os arrabaldes da aldeia também. Não resisto. Gosto muito do Alentejo!

De barco até Ayamonte pelo doce rio Guadiana

O Algarve tem isto. Num saltinho deixa-nos ali em Espanha.

Desta vez o carro fica em Vila Real de Santo António e fazemos a travessia fluvial que, para além de rápida, oferece-nos a real sensação de estarmos a viajar para fora do nosso País.

Não podendo comparar-se a um verdadeiro cruzeiro, os 30 minutos de viagem até à outra margem do Guadiana são no entanto bastante aprazíveis e abrem-nos tempo e hipóteses ao convívio com passageiros de várias nacionalidades. Para além disso levam-nos a recordar a época em que os portugueses fintavam a guarda fronteiriça para salvar os caramelos, a fruta enlatada e muitas outras novidades que, embora por vezes de qualidade duvidosa, tinham rótulos diferentes e um sabor especial só porque vinham do estrangeiro e conferiam estatuto a quem conseguia trazê-los escondidas, sabe-se lá onde.

Ayamonte1Ir de carro é confortável, prático e de pouca inteligência se não aproveitarmos a oportunidade para atestar o depósito a preços que nos matam de inveja. Mas fazer a travessia até ao cais de Ayamonte e imaginar os tempos em que nenhum de nós pertencia à zona euro… bem, não é que crie uma emoção assim tão grande, mas tem um lado romântico nos nossos dias.

Nos tempos de agora, para quem não vai a Ayamonte fazer compras no Mercadona e gosta mesmo é de respirar os ares de Espanha e comer umas tapas valentes, a oferta está muito mais atraente. São várias as propostas desde a Plaza de La Laguna, passando pela rua Angustias (com a bonita Iglesia de Nuestra Senora de las Angustias) até à Plaza de la Coronácion. Aqui, de frente para a marina, encontramos a galardoada Casa Barberi, que celebra este ano um século de existência e destaca-se por dois requisitos essenciais a quem gosta de comer: a cozinha é excelente e a simpatia dos ‘velhos’ empregados também. As puntillitas e os boquerones são iguarias a experimentar e sabem sempre a fresco. Como a cerveja Cruz Campo: é boa quando geladinha.

AyamonteSe for ao dia de semana já sabe: tem de esperar pelas cinco da tarde até que o comércio tradicional volte a abrir. Mas pode aproveitar a siesta de nuestros hermanos para visitar o Museo de Munecas Antiguas ou o Ecomuseo Molino Mareal del Pintado.  Embora não integrem as maiores belezas da Andaluzia, são espaços culturalmente interessantes.

Por isso vão, divirtam-se e sintam-se bem nesta simpática cidade espanhola. Até porque, para além das lojas já muito mais modernas e inúmeras esplanadas soalheiras, Ayamonte deixa-nos à vontade para, lá mais para o fim do dia, querermos um bocadinho de silêncio nos ouvidos. É quando nos apetece voltar para casa. E temos sorte.  Portugal é logo ali.