Silêncio, que estou a meditar!

É provável que já se tenha imaginado muito confortavelmente sentado no chão, com as pernas cruzadas e as costas direitas, naqueles momentos em que parece ter reunido coragem para começar a meditar. Mas…. esta posição não é nada cómoda para quem nunca a experimentou e nos primeiros dias o mais que pode acontecer é sentir o corpo a reclamar. De meditação…nem sinal. Não desanime ainda. Meditar é possível!

Primeiro temos de considerar um facto importante: meditar exige uma mente cem por cento consciente e zero por cento pensante, pelo que há algum trabalho a fazer antes de conseguir chegar lá. O segredo é começar por uma prática holística, que lhe permita reconquistar o pleno equilíbrio entre corpo, mente e emoções. Assim, sim. Estará preparado para alcançar resultados, embora até atingir o tal estado de mente zero por cento pensante, sejam necessários muitos meses de prática diária. Mas compensa, perante os benefícios que vêm depois. Um deles é o permanente estado de serenidade que nos ajuda a gerir, por exemplo, momentos mais difíceis.

Como temos de começar sempre por um pequeno gesto ou decisão, fica um conselho: Pratique Yoga e opte por uma alimentação saudável. Depois comece por fazer em casa, diariamente, este exercício:

Sri-Yantra-Mandala_art– Sente-se no chão, de pernas cruzadas, num ambiente calmo e silencioso. Relaxe e coloque as mãos sobre os joelhos unindo as pontas dos dedos  indicador e polegar. Utilize uma vela ou um yantra (mandala) e concentre-se nesse símbolo durante alguns minutos respirando calmamente (de preferência, uma respiração abdominal). Deixe os pensamentos fluírem sem ficar preso a nenhum deles. Alguns minutos depois feche os olhos tentando reter a imagem da vela (ou yantra) no ponto entre as sobrancelhas (Ajña Chakra). Permaneça neste ‘estado’ até se sentir bem assim.

Aos poucos vai dominando o primeiro dos primeiros requisitos para meditar: a abstração dos sentidos. Daqui até à concentração contínua (segunda etapa) ainda vai demorar uns tempos. Mas para quem quer adotar para a sua vida esta prática ancestral sabe que conhecimento e sabedoria exigem dedicação e tempo.

E mais uma nota importante: a meditação é uma prática muito pessoal e não necessita de guias. Há que levar a sério esta questão, perante as muitas ilusões criadas à custa da meditação.

Vamos lá viver o verão com cabelos como deve ser

Todos os anos é a mesma coisa: mergulhar no mar é das experiências mais incríveis que o verão nos proporciona, mas dá-nos cabo dos cabelos. Este é um dado irrefutável.

A pensar nos amantes da praia, deixo hoje três receitas muito práticas à base de produtos naturais que, para além do baixo custo, oferecem outras vantagens: não prejudicam o ambiente, não são nocivos para a saúde e favorecem a beleza dos cabelos longos e curtos, deixando-os hidratados e nutridos.

Primeiro para os nadadores. Champô de azeite e amêndoas:amendoas

  • ½ litro de água
  • 120 gramas de raspa de sabonete de azeite de oliva (é fácil encontrar nas lojas de produtos naturais)
  • ¼ de chávena de café de óleo de amêndoas

Depois de ferver a água, despeje-a sobre as raspas do sabonete e mexa até que este se dissolva. Junte o óleo de amêndoas. Aplique a mistura morna sobre os cabelos e aguarde dois minutos até enxaguar.

Agora para os cabelos danificados e quebradiços. Champô de coco:coco

  • ¼ de chávena de leite de coco
  • 1/3 de chávena de champô infantil (neutro)
  • 1 colher de sopa de óleo de amêndoas

Junte os ingredientes num recipiente e agite até obter uma mistura homogénea. Aplique sobre os cabelos húmidos. Enxaguar após dois minutos.

Por último uma receita para os cabelos ressequidos pelo ação do mar e do vento. Champô de conhaque e mel:mel

  • 1 colher de sopa de mel
  • ½ copo de champô infantil (neutro)
  • 1 copinho de conhaque

Misture os ingredientes, aplique sobre os cabelos molhados em água morna e aguarde cerca de oito minutos. Enxaguar com água fria.

Agora já pode ir a banhos!

A ervinha milagrosa que nos dá saúde e beleza

É uma das ervas com mais clorofila no planeta Terra. E, para além de outros benefícios para o nosso corpo, também ajuda a regular o peso.

Quem ainda não conhece, ou não usa, a erva de trigo, está a perder muita coisa e quilinhos não são certamente. Esta delicada mas poderosa ervinha que pode ser plantada em casa, contém todos os minerais de que necessitamos, oferece-nos vitaminas importantes (A,B,E,G e K) e é extremamente rica em proteínas, pois contém 17 aminoácidos.

erva de trigo 1Deve ser consumida logo pela manhã, ainda em jejum, ou à noite antes de dormir, momentos em que se intensifica o seu efeito desintoxicante e alcalinizante, a par de outros e muitíssimos benefícios. São inúmeros mas deixo aqui alguns:

– Retarda o envelhecimento e as rugas, regula os níveis de açúcar no sangue, reduz o peso, a pressão arterial e a fadiga, aumenta a libido e a hemoglobina, alivia a dor e a inflamação, cura o mau hálito e remove do organismo metais pesados, o mercúrio, o cloro e o flúor. Está indicada no tratamento de doenças de pele, da anemia e da artrite, para além de revitalizar o fígado e prevenir a diabetes. Algumas clínicas usam-na mesmo no tratamento oncológico.

Vamos ao sumo? Este deve ser feito com as folhas frescas, mas se não tem possibilidade de cultivar em casa, pode adquirir a erva de trigo desidratada numa boa ervanária ou loja de produtos naturais.

Para quem gosta de meter as mãos na terra, eis a dica para o cultivo:

erva de trigo 2– Mergulhe as sementes de trigo em água durante oito horas e depois escorra-as e preserve-as húmidas, drenando-as regularmente, até germinarem. Coloque-as então num vaso com terra orgânica, coberto com folhas de jornal, até surgirem as primeiras folhas. Regue diariamente de preferência com um borrifador até atingirem os cerca de 15 centímetros de altura. Nesta fase estão prontas para serem colhidas. Corte uma pequena porção acima da raiz e triture num espremedor com 3 cl de água. Depois de coado o seu shot está pronto para beber.

Esta receita divinal não deve ser consumida por quem esteja a tomar anticoagulantes ou em caso de gravidez. De resto, use e abuse ao natural, em batidos ou misturada com frutas. E sinta-se bem!

Despidos na praia: sim ou não!?

A quem anda vestido de preconceitos ou timidez desaconselha-se a ida a algumas praias do Algarve. Não sendo oficialmente vocacionados para o nudismo, muitos areais tornaram-se tradição para os naturistas e outros tantos começam a ser cada vez mais reclamados pelos adeptos desta prática permitida por lei.

São oito no País as praias oficialmente autorizadas para o nudismo. Estranho seria que, destas, pelo menos três não fossem algarvias: Ilha de Tavira (Tavira), Adegas (Aljezur) e Deserta (Faro). Mas há outras tidas como ‘toleradas’ por beneficiarem de características excecionais, como o isolamento e o acesso mais difícil, que resguardam a nudez e preservam em simultâneo quem não combina o amor pela praia com este estilo de vida.

Atenta a eventuais constrangimentos para ambas as partes, a Federação Portuguesa de Naturismo recomenda mais oito zonas balneares no Algarve onde é possível tirar a roupa sem riscos de maior. Cinco escondem-se nos belos recantos da Costa Vicentina: Bordeira (na zona da Carrapateira), Cabanas Velhas, Furnas e Zavial (Vila do Bispo) e Beliche (Sagres). Mais para Sul, as praias dos Pinheiros (Lagos), da Armona (Olhão) e das Quatro Águas (Tavira), entram na lista das tais ‘transigentes’.

Nudismo 3Curiosamente nenhuma delas é, por exemplo, a da Meia Praia, onde os nudistas se misturam sem problemas aos ‘outros’ turistas que já a frequentam também por tradição. E não é caso único numa região onde a tolerância é tão abundante como o sol, o mar e as dunas extensas que chegam para todos.

Que não restem é dúvidas quanto à legalidade de nos despirmos em local próprio. O nudismo é permitido em Portugal desde 1988 por uma lei refrescada em 2010 para pôr um ponto final à discussão: “O naturismo é um conjunto de práticas de vida ao ar livre em que é utilizado o nudismo como forma de desenvolvimento da saúde física e mental dos cidadãos, através da sua plena integração na natureza”.

Bons mergulhos saudáveis! Ao natural ou não…

Como fazer um desodorizante caseiro que elimina odores e alergias

desnaturalO calor aperta. Como se já tivéssemos mergulhado no verão e nos seus belos dias de mar, de sol, de festas e de viagens que nos sabem sempre tão bem.

O verão desperta-nos esta vontade suplementar para viver, mas traz umas quantas coisinhas incómodas. Como a transpiração e às vezes um indisfarçável cheiro… a suor. Um problema? Sim, para quem tem a pele mais sensível e rejeita os desodorizantes à base de substâncias químicas, responsáveis por alergias nas axilas. Manchas vermelhas e ardor são os sintomas mais vulgares, que causam um sério desconforto. Mas é possível resolver.

A receita é simples e super económica. Para fazer o seu desodorizante natural só precisa de três ingredientes que provavelmente tem em casa: óleo de coco, bicarbonato de sódio e amido de milho (a nossa conhecida Maizena).

Tanto o óleo de coco como o bicarbonato de sódio são anti-bacterianos pelo que eliminam as bactérias responsáveis pelo odor desagradável, sem inibir a transpiração. Quanto ao amido de milho, ajuda a manter a pele menos húmida. O resultado é de uma permanente frescura e sem cheiro, já que o próprio aroma do óleo de coco desaparece ao fim de alguns minutos após a aplicação.

IMG_20170614_162415Junte 2 colheres de sopa de bicarbonato de sódio e 2 de amido de milho. Adicione 3 colheres de sopa de óleo de coco (não refinado) e misture bem até obter um creme. No início parece que não vai pegar, mas pega e em poucos minutos temos o nosso desodorizante natural. Pode juntar ainda três a cinco gotas de um óleo essencial. Coloque o creme num frasquinho de vidro com tampa e está pronto a usar. Aplique com os dedos. Nos dias mais quentes guarde no frigorífico, ou use um doseador, pois o óleo de coco derrete com o calor.

E agora faça-se ao verão. Sem complexos!